O “novo normal” (das compras) veio para ficar?

O ano de 2020 viu surgir uma nova ordem social, novos costumes e novas posturas, diante de um acontecimento que, sem dúvida, será lembrado e estudado pelas próximas gerações: a pandemia do Coronavírus (COVID-19). 

Distante de ser um evento tópico, relacionado somente à área da saúde, a pandemia exigiu isolamento social, confinamento nas residências e uma nova demanda de higienização que fez os brasileiros finalmente compreenderem a razão pela qual os orientais sempre utilizaram máscaras.

Essa proteção que cada indivíduo e cada família buscou também refletiu na maneira como a sociedade consome, já que, com a impossibilidade de compras em lojas físicas e a orientação de ficar em casa, o padrão de consumo presencial foi substituído pelos deliverys, cardápios online, pagamentos pelo meio virtual e muitas, muitas embalagens descartáveis.

Há que se ressaltar que, se houve um setor que se beneficiou com a pandemia, sem dúvida este foi o setor de embalagens e descartáveis. As compras online com entrega via correios ou transportadoras exigiram das indústrias de embalagens uma nova demanda, que fosse capaz de suprir toda a necessidade de lojas, supermercados, e tantos outros negócios que fizeram mercadorias, equipamentos, vestuário, alimentos e tantos outros itens transitarem pelo país.

6 anos em 6 meses

Mas até os setores que se beneficiaram tiverem que passar por um processo de adaptação, de reorganização de suas rotinas. No caso das embalagens, além do aumento da demanda, o diferencial passou a incluir as especificidades de produtos e o risco de transmissão, o que exigiu projetos e testes com rigor específico, incluindo as condições ambientais, os pontos de manuseio e os meios de transporte. 

Para suprir todas as necessidades e simular os impactos que os produtos sofrem na trajeto entre sua origem e destino, algumas empresas passaram a realizar testes e adaptar suas embalagens, inclusive se preparando para a grande força tarefa necessária na própria distribuição da vacina para o Coronavírus, que tende a ser uma ação mundial sem precedentes.

Aprenda a surfar, pois essa onda promete.

O mundo todo se prepara, se reinventa e se adapta a essa nova realidade, repensa seus métodos de trabalho, de consumo, de produtividade. E o setor de embalagens não poderia ser diferente. Mesmo com o retorno do comércio em lojas físicas, o novo normal veio realmente para ficar, beneficiando em muito os setores de embalagens, delivery, distribuição e outros que souberam aproveitar as oportunidades durante esse período. 

As tendências elaboradas por determinada consultoria global apontam para uma taxa de crescimento do E-commerce de 17,3% ao ano entre 2020 e 2024, com vendas de aproximadamente R$ 211 bilhões em 2024. Em um cenário ainda mais otimista, os cálculos apontam para um crescimento médio anual de 20,7%, com vendas ultrapassando a marca dos R$ 250 bilhões em 4 anos.

O novo normal impulsionou as mudanças que ocorreriam nos próximos anos de forma natural, para um processo acelerado que ocorreu em meses. Isso demonstra a própria capacidade do ser humano de utilizar as crises como forma de evolução em seu meio de produzir, consumir e viver.

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